Um tom ritmo.Um acorde, um ritmo.
Um sonho, uma lembrança.
Um tom, uma batida.
Um olhar, uma esperança.

Um sol, em mi.
Um do, em si.
Um ré, um fa.
Um la, um cá.

Seu sol, em mim
Em si me faz
Com dó ou medo
De poder tocar

Um acorde com ritmo
De sonho, de lembrança
Um tom: a batida
Da corda da esperança.

Augusto César F.M.

Vocábulo

 

Vocábulo..

 

Viril, virgem, vulgar.
Violento, veloz, viajar.
Verde, vivo, vigor.
Vende, voz, valor.

Você, visão, vital.
Vermelho, valente, vendaval.
Vício, violão, violeiro.
Vírgula, verbo, vogal.

Viver, vontade, voar.
Vai, volta, vulnerar.
Volúpia, viveiro, valorizar.
Verão, veraneio, vincular. 

Vasto vocábulo, visto.

-Augusto César F.M
 

Escravo.

Café na cama
Me faço mucama
sirvo-lhe feliz…

Me coma …
aproveite.

Darei a Ti
uma flor de liz.
Perfumada com amor
colorida de paixão.
Sou escravo de sinhá,
vivo de te amar,
chicoteando o coração

Sentimento ferido,
feroz,intenso.
Em comuna
com a servidão,
desvairado e aliado…
à falta de senso.

- Augusto César F.M

Nanotemática (?)

Nanopoema.

Cometa explosivo.

Cometa explosão.

Caneta sabida

Escritora de Ser-mão.

Augusto César F.M.

Olá. Quero (e devo) dar alguns avisos aos leitores do blog (se é que eles existem) xD
O meu, o seu, o nosso caro Planária Man, Augusto, não poderá atualizar o Blog com tanta frequência por algum tempo. O Motivo: o computador dele explodiu.
Mas, como eu tenho uma boa alma, me oferecí para atualizar o blog sempre que ele escrever algo novo.
E quem sou eu? Rafael M. Watanabe, prazer. =) (aproveitando pra fazer uma propagandinha básica)
Então, acostumem-se com minhas manias sistemáticas e meu humor mal-humorado =D
Inté.

PS: Todos os textos, frase e criações continuam sendo de autoria do mesmo Augusto de sempre. ^^

Escárnio ?

Conversas em sala de aula, atravéz de Poemas de escárnio .
Autores: Augusto César F M e Rafael Watanabe.

Rafael:
Do que adianta inteligência  
se nao a torna voraz
É nos momentos de demência
que sua presença se faz

E é pequena
insignificante
não lendária.

É o que esperam,
sem vida e esperança,
de uma planária

Augusto:
Porque questiona…
minha voracidade?
Minha inteligêcia
lhe surpreende,
e minha demência
traz sua felicidade

Ninguem espera algo
- de planárias
Mas você as viu
e descobriu dignidade.

Rafael:
Eu não questiono
o que eu tenho certeza
porque a sua percepção das coisas
é tão eficaz quanto a sua esperteza.

E sua esperteza
não é voraz!
É cálida, cega
não eficaz.

E não me traz felicidade,
a sua demência.
Porque tu és tão fugaz “ao vivo”
quanto na ausência

Eu disse que sua inteligência
não me surpreendia
Mas vocÊ -como sempre- entende errado!
Felicidade não é alegria

E se eu vi dignidade
onde não deveria ter visto
me desculpe, retardado,
pensei que fossemos amigos.

Augusto:
Se sente feliz
ou não,
assim mesmo sinto
que o prazer seu
é estar ao lado meu.

Se o que sinto ou
percebo, não condiz
com a verdade.
Me desculpe meu caro,
o retardamento…
- é sua realidade.

Minha esperteza
deve mesmo ser pálida,
fria e inoscente.
Ter me feito amigo de você
foi algo inconsciente.

Continua no próximo Post.!
=)

A noite.

A Noite.
A Noite me deslumbra.
O vento levemente toca meu corpo,
levemente toca músicas em janelas
O sopro suave e leve me impressiona,
levemente me distrai.

A noite me deslumbra
As infinitas estrelas se confundem,
com meus infinitos sonhos.
Meu olhar ja não acompanha mais,
levemente me distrai.

A noite me deslumbra,
me arrepia, me cega.
A noite torna os problemas calhordas,
fortemente me distrai.

-Augusto César F M

Samba de primeira.

Samba de primeira

O meu samba é de raiz
a minha bossa é nova.
Sou bohemio poetinha
faço poíéma sem desola

Não me julgue vagabundo
sou original brasileiro
O meu samba é de primeira
e minha bossa é verdadeira

Como o samba é de raiz
e a bossa é nova.
Cito-les Vinícius e Tom
com sua viola

A garota de ipanema
parou o mundo
com o seu rebolado
que é bem mais que um poema

“Olha que coisa mais linda
mais cheia de graça
O poeta suspira
enquanto ela passa”

Cheia de graça
Cheia de molejo
Dançando, sambando
Causando desejo

E levando contigo
a velha bossa
Que os poetas cantaram
e provocaram respostas.

- Augusto César F M