
Conversas em sala de aula, atravéz de Poemas de escárnio .
Autores: Augusto César F M e Rafael Watanabe.
Rafael:
Do que adianta inteligência
se nao a torna voraz
É nos momentos de demência
que sua presença se faz
E é pequena
insignificante
não lendária.
É o que esperam,
sem vida e esperança,
de uma planária
Augusto:
Porque questiona…
minha voracidade?
Minha inteligêcia
lhe surpreende,
e minha demência
traz sua felicidade
Ninguem espera algo
- de planárias
Mas você as viu
e descobriu dignidade.
Rafael:
Eu não questiono
o que eu tenho certeza
porque a sua percepção das coisas
é tão eficaz quanto a sua esperteza.
E sua esperteza
não é voraz!
É cálida, cega
não eficaz.
E não me traz felicidade,
a sua demência.
Porque tu és tão fugaz “ao vivo”
quanto na ausência
Eu disse que sua inteligência
não me surpreendia
Mas vocÊ -como sempre- entende errado!
Felicidade não é alegria
E se eu vi dignidade
onde não deveria ter visto
me desculpe, retardado,
pensei que fossemos amigos.
Augusto:
Se sente feliz
ou não,
assim mesmo sinto
que o prazer seu
é estar ao lado meu.
Se o que sinto ou
percebo, não condiz
com a verdade.
Me desculpe meu caro,
o retardamento…
- é sua realidade.
Minha esperteza
deve mesmo ser pálida,
fria e inoscente.
Ter me feito amigo de você
foi algo inconsciente.
…
Continua no próximo Post.!
=)